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A Origem dos Sobrenomes Poloneses

A Origem dos Sobrenomes Poloneses

Os sobrenomes de poloneses nativos, da mesma maneira que sobrenomes de outras nações eslavas podem ser divididos em três grupos principais:

  • Os que derivaram de apelidos originais, como nomes de animais, árvores, coisas, profissões, etc.
  • Os que derivaram do nome cristão ou profissão do pai (patronímicos).
  • Os que derivaram de nomes de cidades, vilas, regiões, etc. (toponímicos).

Isto pode parecer simples, mas em muitos casos, é quase impossível determinar se um sobrenome dado é derivado do nome de uma profissão ou a partir do nome da aldeia que tem essa profissão, na sua raiz. Os sobrenomes derivados de nomes de profissões podem ser tratados como membros de qualquer dos grupos acima.

As línguas eslavas utilizam muitos sufixos para formar sobrenomes. Por exemplo, vamos olhar para a profissão “Kowal” (um ferreiro), que na língua Inglesa tem um apelido “Smith”, e vários deles no alemão, “Schmitt”, “Schmidt” etc., (que diferem apenas pela ortografia). No idioma polaco, podem-se adicionar numerosos sufixos (às vezes até mesmo vários sobre o mesmo nome), por isso, além do sobrenome “Kowal” tem Kowalski, Kowalik, Kowalewski, Kowalak, Kowalka, Kowalkowski, e Kowalczyk, para citar apenas alguns que são as mais utilizadas. O mesmo vale para os sobrenomes derivados de nomes cristãos. A partir do nome comum “Jan” (João), os polacos formaram mais de 100 sobrenomes, entre eles: Jankowski, Janicki, Jankowiak, Janiak, Jasicki, Jasinski e Jachowicz. No caso de denominações cristãs muitas formas, tais como diminutivo e locais (dialectais) tem suas variantes conhecidas, que, por conseguinte, aumentam o número possível de sobrenomes.

A maior parte dos sobrenomes formados por sufixos não significam nada por si próprios. Apesar disso, ainda podemos aprender alguma coisa sobre um apelido a partir do sufixo que está presente. O sufixo “ak” é típico para a Polônia Ocidental, enquanto “uk” são encontrados, principalmente, no Oriente.

É dito comumente que o sufixo “ski” prova a “origem nobre” de uma família, isto era verdade até aproximadamente 200 anos atrás. Atualmente a maioria das pessoas cujos sobrenomes terminam em “ski” ou “cki” (que é uma variante da fonética “ski”) são originárias de antigas classes sociais mais baixas. Este fenômeno é facilmente explicado no século 19, porque todos queriam ser considerados “nobres”, assim muitos melhoraram os seus sobrenomes com este sufixo.

O processo de formação de sobrenomes polacos durou vários séculos. A classe nobre originalmente usou nomes “clã”, que mais tarde, os nomes permaneceram em seus escudos de armas. Famílias dentro de um clã utilizavam um sobrenome derivado do nome da aldeia eles pertenciam. Quando uma família se mudava, era costume mudar o sobrenome também. Os sobrenomes terminados em “ski” ou “cki”, originalmente eram utilizados para “provar” uma origem nobre. Desde o século 17, pelo menos, os sobrenomes das famílias nobres se tornaram fixos e foram herdados por gerações seguintes. Estes permanecem sob essa forma de aqueles tempos até hoje.

Habitantes das cidades também começaram a utilizar os sobrenomes no fim da Idade Media. Aqueles que vieram de outros países mantiveram seus sobrenomes originais com modificações ou traduções para o polaco. Poloneses nativos formaram os seus sobrenomes de diversos apelidos, no século 17 este procedimento também terminou.

Camponeses não tinham sobrenomes, no significado contemporâneo da palavra, praticamente até o fim dos anos de 1600. Eles utilizavam sobrenomes para diferenciar entre pessoas com o mesmo nome cristão, mas estes geralmente não passavam de geração para geração. Este costume surgiu na primeira metade do século 18, no início nas partes Ocidentais de Polônia e mais tarde no Leste. Apesar disto, dentro dos próximos 100 anos, os sobrenomes foram alterados muitas vezes dentro de uma determinada família, tanto a ortografia e por sufixos. Depois de 1850, a prática de desenvolvimento de sobrenomes tinha terminado em toda a população. Também foi naquele tempo que os judeus foram obrigados a usar os sobrenomes herdados em vez dos seus patronímicos tradicionais.

Naqueles primórdios, apenas o filho primogênito herdava o sobrenome paterno (bem como o brasão original). Os demais deveriam constituir novas linhagens de famílias (e brasões). O mesmo acontecia com o título aristocrático; se era do tipo “palotinus”, os filhos tinham direito de herdá-lo, o qual se extinguia com a morte paterna. Por outro lado, os filhos ilegítimos, em alguns casos recebiam o sobrenome paterno integral (Brasão idem), ou incompleto (brasão parcial). Por exemplo, se o sobrenome do pai natural era, digamos “Zwolinski”, o filho extraconjugal recebia o sobrenome “Wolinski”, ou de “Dobinski” para “Binski”. Uma terceira possibilidade era criar um sobrenome a partir de um fato geográfico. Se o local se chamasse “Jawor”, poderia dar origem ao sobrenome “Jaworski”; mas esse costume não era exclusivo desses procedimentos extralegais.

Durante a idade média, portanto antes dos anos 1400, as pessoas possuíam apelidos, alguns depreciativos, alguns pornográficos até, outros, nomes próprios de origem eslava ou bíblica. Antes da adoção do uso dos sobrenomes, como hoje os conhecemos, aqueles apelidos e nomes eram acompanhados da denominação da propriedade rural. Se o indivíduo João morasse em “zawada”, então era reconhecido como João de Zawada; outro José, domiciliado em “Nowa”, era José de Nowa. Tempos depois, seus descendentes, poderiam passar a usar o sobrenome de Zawadzki e Nowacki, respectivamente. Algo semelhante ocorria com a formação dos sobrenomes terminados em “IC” e “CZ”. Estes provinham dos burgos ou povoações de origem e não de propriedades rurais familiares como o caso acima descrito. As terminações em “CKI” e “SKI”, também se formaram a partir dos nomes das propriedades rurais possuídas, mas a diferença é de caráter gramatical e não necessariamente, na natureza da origem regional.

Durante séculos, os contatos diplomáticos, comerciais, militares com países próximos ou afastados, exerceram significativa influência também sobre a onomástica polonesa. Até os dias de hoje são encontrados sobrenomes de origem alemã, armênia, grega, húngara, italiana, lituana, persa, romena, russa. Alguns desses sobrenomes estrangeiros eram “polonizados”, outros convertidos para o polonês, outros se mantinham originais. Um curioso exemplo da “polonização” é o sobrenome Kossubudzki. Em 1324, um fidalgo alemão, Nicolas Von Kossabude, instalou-se na Polônia e seus descendentes poloneses passaram a ser conhecidos como os Kossubudzki. A tradução dos sobrenomes italianos para o polaco, geralmente eram literais. Por exemplo, o “Montelupi” passou a ser o sobrenome polonês Wilczogórski (Montanha-de-lobos). Exemplos de sobrenomes mantidos na fonética ou grafia original: Adank (do alemão, Habdak), Baubonanbek (persa), Korniakt (grego), Korybutt (lituano), Kardosz (húngaro), Imbram (turco), Orman (armênio), etc.

Um caso a parte são os sobrenomes judaicos. Chegados ao país ainda na Idade Média, passaram a formar um muito importante enclave étnico. Antes da Segunda Guerra Mundial, compunham cerca de 10% da população. Contribuíram de forma relevante no comércio, cultura e ciências polonesas. Quem não se lembra de L. Zamenhof, o criador do Esperanto? Quando eventualmente convertidos ao catolicismo, podiam ter novo sobrenome constituído a partir da localidade onde moravam; tê-lo emprestado da família fidalga polonesa que os patrocinou ou formado raiz do nome do mês em que foram batizados, ou mesmo, decorrente das graças do ato do batismo, algo com Boa Ventura, Boa Fé, etc. Mas muitos se conservaram no original, com grafia polonesa ou não.

Fonte: http://wastowski.com.br/index.php?id_menu=SobrenomePolones#

Imigração Polonesa para o Rio Grande do Sul

Imigração Polonesa para o RGS

Os primeiros imigrantes poloneses chegaram ao Rio Grande do Sul há 130 anos por Wilson Rodycz

O primeiro grupo de imigrantes poloneses chegou ao Rio Grande do Sul no ano de 1875, fixando-se na colônia Conde D’Eu, Linha Azevedo Castro, atual município de Carlos Barbosa. Conquanto não se conheça a história detalhada dessa epopéia, pelos documentos e relatos que existem, se sabe que esse grupo era composto por aproximadamente 26 famílias, oriundas do norte da Polônia, território então sob domínio da Prússia. Essa origem ensejou muitos equívocos. Por que traziam passaporte prussiano, ou por que no seu linguajar havia palavras do idioma alemão, muitos pesquisadores catalogaram-nos como prussianos. No entanto, eram poloneses, o que se conclui pelos seus sobrenomes, tipicamente polacos, assim como por seus testemunhos: todos se identificavam como poloneses.

Dentre os pioneiros, destacam-se os seguintes:
Babinski –  Danielski – Langowski – Remus
Bielski – Donajewski-  Lewinski – Schiglinski
Biesek – Habowski- Merchel -Sikorski
Bruski-  Kolasa-  Miszewski – Szczepanski
Cichocki – Kraszewski – Mokwa – Szczer
Czarnowski-  Kuffel-  Odya – Sztormowski
Czerwienski-  Kurek – Osowski-  Zyglinski

A data exata da chegada dos pioneiros ainda pende de certificação. Não obstante, pelos documentos acessíveis, e segundo a tradição oral, é certo que chegaram durante o ano de 1875. Quando os primeiros imigrantes italianos foram assentados no local, nesse ano, ali já estavam instalados imigrantes suíço-franceses, tudo indicando que os poloneses foram seus contemporâneos. Correspondências da Diretoria da Colônia, pleiteando providências para a abertura de caminhos, solicitando pagamento de mão-de-obra, etc., permitem concluir que os primeiros imigrantes poloneses se estabeleceram na Linha Azevedo Castro em meados de 1875 – possivelmente no mês de agosto.

Posteriormente, outros grupos foram chegando, estabelecendo-se por todo o Estado

História da migração polonesa

História da migração polonesa

A Polônia, após ter sido um dos maiores países europeus nos séculos dezesseis e dezessete, foi invadido no século dezoito pelos seus três poderosos vizinhos, Rússia, Áustria e Prússia. Devido a falta de terra para plantar, o grande desemprego e os maus tratos sofridos, os poloneses começaram a emigrar. A parte ocupada pelos Prussianos compreendeu a Pomerânia e a Silésia. Foram destas regiões que partiram os primeiros contingentes imigratórios.
Essa origem gerou muitos equívocos, pois os imigrantes traziam passaporte prussiano, portanto muitos pesquisadores catalogaram-nos como prussianos. Mas na verdade eles eram poloneses, o que se conclui pelos seus sobrenomes, tipicamente polacos:

Sikorski                      Merchel                      Danielski
Schiglinski                 Osowski                     Babinski
Sztormowski            Kuffel                           Bruski
Lewinski                     Habowski                   Ostrovski

Enquanto na Polônia faltavam terras no Brasil sobravam espaços perigosamente desocupados. Desde 1808, a ocupação dos chamados vazios demográficos, que ameaçavam o domínio português começa a ser motivada pelos colonizadores, o que atraí imigrantes. Outro motivo que leva o país a atrair europeus é a necessidade de substituir a mão-de-obra escrava, com o encaminhamento para o fim da escravidão e o desejo do governo de realizar o “branqueamento” do povo brasileiro.
Em 1888 é decretado o término da escravidão no Brasil: 800 mil imigrantes foram lançados ao mercado como mão-de-obra assalariada. A propaganda de estimulo às imigrações era convincente: o Brasil era apresentado como um verdadeiro paraíso.

Fonte: http://migrepolones.blogspot.com.br/2011/04/historia-da-migracao-polonesa_26.html

Pesquisa Genealógica

Pesquisa Genealógica

Quem quiser fazer um pesquisa sobre chegada de imigrantes junto ao EUA, pode pesquisar no arquivo nacional dos EUA no seguinte endereço:

http://aad.archives.gov/aad/fielded-search.jsp?dt=2102&tf

Segue uma descrição sobre o que é possível visualizar no site e o Texto foi traduzido pelo google (Pode conter erros de português ou de tradução)

SOBRE ARQUIVOS NACIONAIS DOS EUA, ALEMÃES PARA INDEX AMÉRICA ARQUIVO DE DADOS DE PASSAGEIROS, 1850-1897

Este banco de dados é do The National Archives , e originalmente intitulado alemães para a América do Arquivo de Dados de Passageiros, 1850 – 1897. A informação descritiva aqui é uma adaptação do Estados Unidos da América National Archives site. Mais informações sobre o banco de dados pode estar disponível lá.

Estes registros contêm um índice de imigrantes para os Estados Unidos. Cada entrada inclui o seguinte, quando disponíveis: nome, idade, cidade da última residência, destino e códigos para o sexo, ocupação, alfabetização, contry de origem, de trânsito e / ou compartimento de viagens e ID # para o manifesto do navio. Estes dados foram extraídos pelo Instituto Balch e publicado por fontes acadêmicas. A informação vem de listas de passageiros de navios que chegam aos portos de Baltimore, Boston, New Orleans, Nova York, e Filadélfia. Cerca de 10% da coleção é composta de passageiros de ascendência germânica da França, Luxemburgo, Suíça e Estados Unidos. Este dado é irrestrito.

Durante o final do século 19, milhões de alemães deixaram a Alemanha devido a uma mudança no mercado de trabalho. Agricultores alemães nascido contribuíram com cerca de um terço da East Coast agroindústria rural na América por 1870. A zona do porto da Pensilvânia foi um importante pólo de imigração para passageiros alemães, que depois migraram para Wisconsin e Centro-Oeste.

Listas de passageiros pode ajudá-lo a rastrear o movimento de seus antepassados ​​através do mar da Europa para a América. Porque ortografia padronizada de nomes e outras palavras é algo que não aconteceu até o século XX, pode ter desafios encontrar seus antepassados. Uma vez que você localizá-los, no entanto, você pode encontrar informações úteis, tais como a sua ocupação, motivo da viagem, companheiros, e idade no momento em que navegaram no navio. No momento, os índices de passageiros não são tão comuns como muitos dos registros mais populares, mas eles estão crescendo rapidamente em uso. Se você gostaria de localizar um de seus antepassados ​​em uma lista de passageiros, tentar preparar com as seguintes informações: a porta de entrada, o nome do navio, bem como a data aproximada de chegada. Esta informação irá aumentar a probabilidade de sucesso em sua busca.

O arquivo pode ser alcançado, ao seguinte:

A Arquivos e Registros Administração Nacional
8601 Adelphi Estrada
College Park, Maryland 20740-6001

1-866-272-6272

Para saber mais informações sobre esse banco de dados, visite The National Archive

Arquivo com o registro de entrada em SP em 07/11/1891

Arquivo com o registro de entrada em SP em 07/11/1891.

Consta que na data de 07/11/1981, desembarcaram em Santos, do navio Matteo Bruzzi, os seguintes parentes:

Marido – Johan Kuffel com 28 anos

Esposa – Mariana Kuffel com 27 anos

Filhos – Helena Kuffel com 04 anos e Franciska Kuffel com 02 anos, declaram-se de origem alemã.

Conforme arquivo em anexo

Ficha Entrada São Paulo

Ficha Entrada São Paulo – 2